O Velho é VOCÊ amanhã

Seja bem vindo (a) Á Clínica Casa do Idoso Serena!
A idade vai chegar
Se as pessoas viverão mais, a lógica
indica que se deve planejar a velhice.
Mas poucos querem pensar sobre isso

O velho é você amanhã
1- Comece a fazer check-up já
Quanto mais cedo se conhecem os problemas de saúde, melhor a qualidade de vida do idoso
2- Plano de saúde bom é caro
Mas tem risco menor de falhar na cobertura de doenças associadas ao envelhecimento
3- Doenças degenerativas requerem um enfermeiro
A paciência e a atenção do profissional podem valer mais do que a intimidade familiar

4- A casa é uma armadilha para o idoso
Pisos, escadas, banheiros, cozinhas… Tudo deve ser adaptado para evitar acidentes
5- Não descarte a hospedagem numa Casa de Repouso
Há os bons e os maus. Assim como há quem esqueça o idoso mesmo quando mora com ele?

Já que você tem a sólida possibilidade de chegar aos 80 anos, em decorrência do aumento da expectativa de vida do brasileiro (veja em), é preciso pensar seriamente no que fazer diante da perspectiva de sofrer de algum problema relacionado ao envelhecimento.

Nem é preciso pensar em Alzheimer. Basta imaginar uma dificuldade motora ou mesmo a simples rabugice que em muitos casos pode tornar difícil a convivência com pessoas mais jovens. Segundo um estudo da professora de gerontologia da PUC-SP Ursula Karsch, 40% dos brasileiros com mais de 65 anos precisam de algum tipo de ajuda para realizar tarefas do cotidiano.

Outro estudo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ainda inédito e em fase final de preparação, mostra que apenas 100 000 dos 2 milhões de idosos dependentes estão em instituições especializadas.

“A sociedade não está preparada para cuidar do parente que envelhece”, afirma a pesquisadora Ana Amélia Camarano, do Ipea. “Muitos lares não têm sequer espaço físico, muito menos estrutura emocional e financeira para lidar com esse tipo de situação.

” Por isso é tão freqüente haver brigas de família para saber quem vai cuidar do vovô – e muitos idosos simplesmente perdem o direito a um endereço fixo, morando ora com um filho, ora com outro, sentindo-se um peso para todos.
Heudes Regis

Residência para idosos em Mogi Guaçu, para a terceira idade oferecem conforto e atividades físicas

A questão precisa ser encarada com realismo e respeito. Em alguns casos, despesas com medicamentos, enfermeiro e um bom plano de saúde podem atingir 3 000 reais mensais.

Raríssimas são as famílias que podem despender esse dinheiro, e mais raro ainda é encontrar um plano de saúde que não tenha cláusulas escritas simplesmente para ejetar os idosos ao menor sinal de doença crônica.

Para complicar, a saída mais comum, ter o idoso convivendo no meio da família, é geralmente causadora de muitos conflitos. Uma pesquisa da International Stress Management Association do Brasil indica que 40% das pessoas que têm de cuidar de idosos dependentes se sentem “usadas” e “injustiçadas” e 70% se desentendem com o cônjuge e os filhos devido à constante dedicação que a situação exige.

“Um contratempo, como um dia sem enfermeiro, ou situações mais complicadas, como a convivência com os sintomas de Parkinson ou Alzheimer, podem acarretar um grande stress familiar”, alerta o geriatra Clineu Almada Filho, do Hospital Albert Einstein.

A primeira solução é a pessoa ter uma poupança ou aposentadoria que lhe permita continuar tomando decisões sobre o próprio destino mesmo com a idade bem avançada. A segunda passa pela destruição de um mito – o de que uma casa de repouso para idosos é um depósito de gente abandonada pela família. É óbvio que, enquanto a saúde permitir, todo idoso tem o direito de viver num endereço comum, de preferência em contato com os objetos e a vizinhança aos quais se habituou.

Se, no entanto, os problemas da idade já não permitem que isso aconteça, mudar-se para um asilo pode ter vantagens maiores do que ocupar um quarto na casa de um filho. A primeira é a de conviver com pessoas com os mesmos interesses.

Outra é a de ter amparo sem se sentir culpado. Uma terceira é a de ter convivência com filhos e netos não tão intensa a ponto de provocar conflitos.

Muito difundidos na Europa, mas já existentes também no Brasil, os condomínios para a terceira idade funcionam como casas de repouso de qualidade. Mais que um abrigo, os moradores encontram nessas instituições de longa permanência um lar – que pode ser mobiliado por eles próprios –, atendimento médico e ambulatorial, fisioterapia e atividades físicas.

“A visão dos asilos como locais de abandono está com os dias contatos”, diz a pesquisadora Ana Amélia, do Ipea. A mensalidade de um desses condomínios custa a partir de 2 000 reais, mas pode chegar a 7 000 reais conforme os serviços oferecidos.